A França acaba de criticar os Estados Unidos por alegadamente, e a pretexto de ajudar o Haiti, estarem a ocupar militarmente este país. Recorde-se que a França foi a potência colonizadora do Haiti e que, até agora, fez menos pelas vítimas do terramoto naquele país do que o Brasil ou Israel. Contudo, a habitual pesporrência francesa permite-lhe criticar quem ajuda, ao mesmo tempo que se julga direito ao privilégio de nem sequer tomar a dianteira no apoio a uma ex-colónia em tempo de aflição ― como seria sua obrigação como ex-potência colonizadora do Haiti.
Se os EUA, que estão ali mesmo ao lado do Haiti, não fizessem nada, eram criticados pelos franceses como sendo “imperialistas egoístas”; se fazem alguma coisa para ajudar o Haiti, então já querem “ocupar o território”.
É claro que o Haiti precisa de condições mínimas de segurança para que a ajuda internacional chegue a toda a gente, e por isso o envio de tropas é essencial para manter a segurança no país nesta fase de ajuda e reconstrução. A ONU prevê que o envio de 3.500 homens para manter a ordem naquele país durará no mínimo 1 mês; se fôssemos a confiar na ONU, bem morria muito mais gente no Haiti.
A atitude francesa é vergonhosa e revela o tipo de gente que manda na União Europeia. Depois de nomeado um alto-representante para a diplomacia dita “europeia”, e depois de nomeado um presidente da União Europeia, a França continua a “cagar postas de pescada” e a excluir-se das regras que ela própria criou para os países mais pequenos da União Europeia. Pois é. Pimenta no cu dos outros é chupa-chupa.

O bloguista em questão confunde “justiça” com “igualitarismo”. O igualitarismo não é justo. Poderia explicar aqui por quê, mas daria um postal extenso e já vi que o meu interlocutor gosta de textos curtos. 